“Vovô Frank é um show”, livro de David Mackintosh

Por Amanda Estelles*

Vovô Frank é um avô como outros tantos que não entende muito a vida atual, gosta de contar sobre como era o mundo quando ele era apenas um garoto e tudo parecia mais calmo e silencioso: “Dava para a gente escutar os próprios pensamentos! – ele costuma gritar”.

O dilema começa quando o neto de vovô Frank, a pedido de sua professora, tem que levar um membro da família para o “Apresente e Explique”, uma atividade em que o familiar convidado deve falar em um minuto o que faz e suas preferências.

Na falta da mãe, que anda muito ocupada, do pai e da irmã mais nova (quem, por ser ainda um bebê, parece não render um bom assunto), sobra Frank, que, ao menos na perspectiva do garoto, é apenas um vovô.

Frank está sempre dizendo: “Hoje em dia há muitas invenções e bugigangas. Eu prefiro tudo à moda antiga”. E nada de comidas sofisticadas, médicos ou barbeiros, em quem não se pode confiar.

Vovô Frank não é músico como o tio de Marlon. Nem anda de cadeira de rodas elétrica como a da avó de Barbara Bailey.

Enquanto o pai do Cristian é comediante de TV, a mãe do Paolo conta tudo sobre a Itália, o primo da Fay diz se sua mala está muito pesada no aeroporto, o pai do Donny trabalha numa fábrica de biscoitos e outras histórias interessantíssimas dos familiares dos colegas de classe, o braço do vovô Frank dói quando vai chover; e mais, ele só é um vovô…

Sem alternativa, vovô Frank foi apresentar-se na escola do neto e começou falando de suas preferências de antigamente. Quando o menino pensou que não haveria mais o que dizer em um minuto inteiro, Frank começou a contar a história de como ele liderou um exército num campo de batalha com balas zunindo, tocou sua corneta durante todo o tempo, teve que dar o resto de sua água para seu cavalo, capturou muitos soldados, fez uma tatuagem verde com seus amigos para se lembrarem daquele dia e mais um tanto de outras peripécias…

Se essa tatuagem verde borrada doeu? “Pode apostar que sim, hombre”.

É assim, com esta frase, que Vovô Frank cativou seu neto, estabelecendo com ele e seus amigos um diálogo entre gerações que parecem não ter o que dizer uma à outra.

Além das simpáticas ilustrações de David Mackintosh, seu livro faz pensar sobre o lugar que damos aos nossos velhos vovôs e suas repetidas histórias com gostos de antigamente que parecem não ter mais lugar diante do novo.

Será que os avôs contam apenas a mesma história? Ou é assim que podem ser ouvidos?

Se um vovô é apenas repetitivo e ranzinza sobra pouco espaço para vê-lo e estar com ele de outra maneira, e ouvir, quem sabe, a mesma velha nova história.

Vovô Frank é um show, pois tinha algo a dizer mesmo antes de contar suas aventuras na guerra. Vovô Frank também pode ser um show por gostar só de sorvete de creme. Vovô Frank revela-nos a possibilidade de escutar estes que parecem ser apenas vovôs, mas que têm muito a dizer.

Vovô Frank é um show / David Mackintosh. São Paulo: Caramelo (Editora Saraiva), 2012.

Faixa etária sugerida: 5-8 anos.

 Vovô Frank é um show  

*  Psicóloga (CRP 06/102715) formada pela Universidade Mackenzie em 2010, atende em sua clínica crianças e adultos. Desenvolve oficinas para crianças em arte-educação e é colaboradora do Programa Palavra de Bebê do Instituto Fazendo História.

Dribles e malabarismos facilitam ou atrapalham a alimentação da criança?

Muitos de nós já assistimos ao vídeo que está circulando na internet (quem não viu, vale dar uma olhada, é bem curto) em que uma garotinha, Sofia, é alimentada por seu pai. Ao recusar a colherada do alimento, uma voz ao lado, supostamente da mãe, propõe que o pai apresente um chocolate para que ela abra a boca.

Sendo ou não uma brincadeira para filmagem, é importante considerarmos algumas questões quando esta estratégia, ou similares, é usada como meio para alimentar uma criança.

Através da alimentação as crianças descobrem sabores, texturas e cheiros que a permitem construir seu paladar e suas preferências alimentares. Esta construção tem um ritmo próprio para cada criança, que pode não ser o mesmo de quem a alimenta. Além disso, prevalece entre muitos adultos a ideia de que as crianças precisam comer a qualquer custo, o que os levam a impor, chantagear, manipular e brigar para que a comida “desça goela abaixo”.

Desde os aparelhos eletrônicos para disfarçar o que as crianças põem para dentro até dribles como o utilizado neste vídeo, os resultados e alívio do adulto diante das dificuldades apresentadas pelas crianças na hora de comer são momentâneos e satisfatórios. Elas se alimentam. Ufa! A tática funcionou!

Mas, quais são os reflexos destes comportamentos para “vida alimentar” das crianças?

Muitos. Do desprazer em se alimentar à temida recusa.

Alimentar uma criança é como uma dança, que se não levamos em consideração o parceiro, há uma tremenda desarmonia e pisadas no pé. Quando a criança cerra a boca na hora da refeição é preciso investigar o que ela tenta comunicar. A comida está quente demais? Dura? Mole? Insossa? Tem muita comida na colher? A criança está satisfeita? O ambiente está favorável, num clima gostoso para permanecer por um tempo? Há tempo suficiente para a criança mastigar, engolir e querer mais? O que está em jogo na relação alimentar-ser alimentado?

No caso de Sofia, chama a atenção o fato de ela ainda estar mastigando quando o pai lhe oferece outra colherada. Detalhes, muitas vezes simples, passam despercebidos, dificultando não apenas a ingestão do alimento, mas principalmente a relaçãode confiança da criança com o alimento e com aquele que a alimenta.

Comer não deve ser obrigação, mas fonte de prazer, inclusive na hora das refeições.

Para saber mais sobre este tema, confira Além do simples ator de comer: o alimento que constrói e une, onde escrevo sobre a importância do alimento físico e emocional e Por que algumas crianças apresentam recusas alimentares? Como agir quando isto acontece? , que como o próprio texto diz, fala sobre as recusas alimentares. Alimentar uma criança precisa ser gostoso, para ela e para quem a alimenta.

Diferenças entre irmãos

Quem é quem entre os Irmãos Metralha?

irmãos metralha

Nesta imagem, difícil responder. Os irmãos, criados em 1951 por Carl Barks, ilustrador dos estúdios Disney, são identificados por um número escrito em suas camisetas, sempre variando entre 1, 6 e 7 (176-671, 176-761, 176-176, etc.). Se os números das camisetas não aparecem, não temos como saber qual é qual.

Entre os gêmeos idênticos esta história por vezes se repete. Se não há um corte de cabelo, uma roupa ou algo que marque a diferença entre eles, a dúvida sobre a identidade de cada um paira no ar.

A questão das diferenças entre irmãos, contudo, não é exclusividade dos Metralha ou gêmeos idênticos. Muitos irmãos, especialmente quando a diferença de idade é pequena e/ou têm o mesmo sexo, são tratados como “iguais”.

A equidade a que me refiro não se restringe aos traços físicos. Ela está presente nos nomes (em sua composição ou pronúncia – não muito diferente do que acontece com os números  1, 6 e 7 que, num bater de olhos, parecem a “mesma coisa”), na expectativa que se tem em relação a cada um deles e nas possibilidades que lhe são ofertadas. 

Quando pequenos é até bonitinho ver irmãos bem parecidos, juntos e companheiros. Mas será que tais semelhanças e companheirismo são autênticos ou é expressão da impossibilidade de cada um ser quem é?

O tratamento dos filhos como “iguais” é comumente sustentado pelo senso de justiça dos pais – dar e fazer para um o que se dá e se faz para o outro, associado às fantasias do que as diferenças podem significar – ruptura, divergências, conflitos e disputas (fantasias estas que fazem parte do humano!). Sem intrigas e controversas, vive-se a ilusão da plenitude, do relacionamento “perfeito” entre irmãos; um verdadeiro lar doce lar.

Um filho vai à casa do amigo; o outro vai junto. Um filho escolhe fazer futebol; o outro entra “no embalo” por pressão, falta de opção, necessidade de ambos se ocuparem no mesmo horário, facilidade logística, entre outros. Um filho teve ótimo desempenho em aulas de artes; o outro é levado para a aula mesmo sem demonstrar interesse.  Um filho cresceu e “perdeu” todos os sapatos; na compra de sapatos novos, o que não precisava também ganha algum. Um filho responde (em oposição) para o pai, é preterido e outro “entra”, naquela situação, em seu lugar.

Os exemplos são muitos. Deixemo-los de lado, assim como a praticidade que atravessa estas situações (nada desprezível, ainda mais na correria dos dias de hoje), o senso de justiça e a fantasia da plenitude para pensar o quanto é empobrecedor e sofrido viver como “extensão” ou sombra de um irmão.

Viver como “extensão” ou sombra de um irmão não coloca em questão a imitação, referência ou modelo que um irmão pode ser para outro, nem situações esporádicas onde um se destaca mais ou fica momentaneamente um pouco menos em evidência, mas nos coloca frente a dinâmicas fraternas em que a vida de um irmão parece espelho da vida do outro.

Irmãos podem ter semelhanças, ser companheiros, com mais ou menos brigas, sem que isto traga prejuízo a nenhum deles. No entanto, quando estas dinâmicas se instalam é bastante comum – mais cedo ou mais tarde – ao menos um dos irmãos dar pistas de que “ser igual” não é legal. Na tentativa de reivindicar seu lugar, ele começa a ser “do contra”, apresentar baixo desempenho escolar e/ou condutas antissociais, não querer estar em algum grupo social, entre outros. O que aos olhos de quem assiste tais mudanças de comportamento pode parecer fracasso, retrocesso, falta de educação, etc., para a criança pode ser sua forma de dizer: preciso ser eu mesma!

Por isto, independente das semelhanças, das conveniências e do desejo de justiça e “harmonia” fraterna, é preciso criar espaço para que as diferenças possam se manifestar. Irmãos podem fazer muitas coisas juntos, mas precisam que algumas sejam feitas individualmente. Irmãos podem gostar das mesmas coisas, mas é preciso estar atento às sutilezas das preferências de cada um. Irmãos podem ter necessidades iguais ou em comum, mas têm necessidades específicas. Irmãos precisam ser tratados com a justiça da diferença, o que só é possível se aceitarmos que a plenitude não passa de uma ilusão, real apenas em alguns momentos.

Mudar ou não o filho de escola?

Penso em mudar minha filha para uma escola mais bem conceituada e bem mais próxima de casa. Entretanto ela está muito resistente a essa ideia, pois gosta da atual escola e de seus coleguinhas. Ela está com 4 anos e 10 meses.

Antes de comentar a questão desta mãe, considero importante apontar as principais razões que levam à mudança de escola: outras mudanças (cidade, bairro, proximidade da residência ou local de trabalho dos pais), motivos financeiros e incompatibilidade entre o que a família espera e a escola oferece (projeto pedagógico, desempenho escolar e sociabilidade da criança). Quando o que está em jogo é o desinteresse da criança pela escola, notas baixas e dificuldade de aprendizagem e/ou de inserção no coletivo, a mudança de escola só se justifica depois de esgotadas todas as possibilidades junto à escola atual.

Muitas vezes, os pais e a criança imaginam que a mudança física é o melhor caminho para a solução dos entraves.  Porém, vale lembrar que o que é da criança ou da família será carregado com cada um deles, e não deixado para trás (exceto quando a escola não apresenta condições de lidar com os obstáculos emergidos).

Retomando a questão desta mãe, é inegável que estudar perto de casa facilita a vida de todos – sem contar a redução de tempo e custo com transporte – além de permitir, conforme a criança cresce, sua autonomia no ir e vir casa-escola-casa.

Quanto à ideia de “bem conceituada” é preciso destrinchá-la ao máximo. O que significa uma escola bem conceituada? Uma escola que está no topo do ranking do ENEM? Uma escola cujos alunos obtêm ótimos resultados no vestibular? Uma escola que tem fila de espera para ingresso de novos alunos? Uma escola que existe há muitos anos? Uma escola que dispõe de facilidades como atividades extracurriculares e períodos integral ou semi-integral? Uma escola que tem proposta pedagógica alinhada com os valores familiares?

Sabemos que não existe escola perfeita, mas sim escolas que atendem as necessidades dos pais e seus filhos em uma gama de aspectos – educacionais, sociais, financeiros, logísticos, só para citar os mais comuns. Embora seja essencial que a escola tenha um projeto pedagógico que vá de encontro com o que os pais acreditam ser melhor para seus filhos, bem como uma relação de confiança mútua da díade escola-família, isto não é suficiente para se optar por uma escola ou outra. A escola precisa também ir de encontro com as demandas da criança, o que nem sempre é possível saber de antemão quais são – daí a dificuldade da decisão e a necessidade de se apostar, calculadamente, nela.

A melhor maneira de saber se a escola pretendida atende às expectativas e demandas da família e criança é conhecendo-a bem, tirando dúvidas com a coordenação e pais de alunos (visitar a escola em horário de aula e entrada e saída de alunos oferece elementos importantes para reflexão, questionamento e até mesmo tomada de decisão).

Envolver a criança na decisão de mudá-la ou não de escola é sempre delicado, especialmente quando a criança está na Educação Infantil e no Primeiro Ciclo do Ensino Fundamental. Nesta faixa etária, como a criança não tem maturidade suficiente para decidir sobre uma situação que envolve fatores múltiplos e complexos, sua opção será embasada em critérios bastante simples, como querer/não querer, gostar/não gostar, o que é insuficiente para bater o martelo. Se os pais consideram a participação da criança importante neste processo, isto pode ser feito através de conversas que a ajude a falar de seus receios e ideias relativas à mudança.

Uma vez que os pais decidam pela mudança de escola (escrevo pais porque acredito que esta deva ser uma decisão tomada em comum acordo por eles), a criança precisa ser comunicada sobre os motivos da decisão, incluindo as perdas e ganhos nela envolvidos. Entre perdas e ganhos é importante assegurar o que se sabe sobre a nova escola, sem exageros ou invenções; por exemplo, dizer que na outra escola também haverá coleguinhas, mas não muito mais (não sabemos o tempo que a criança precisará para criar novos vínculos), que a outra escola é mais perto de casa, tem mais recursos e outros atributos que contribuíram para sua escolha.

Como não temos como prever qual será a reação da criança, é bom estar preparado para toda sorte de manifestação – ficar brava, calar-se, recusar ir à escola, entre outras, garantindo-lhe espaço para poder expressar e elaborar suas dúvidas, medos, angústias e inseguranças frente à desconhecida situação. Levar a criança para conhecer a nova escola pode ser uma estratégia interessante para diminuir suas fantasias sobre o novo ambiente, já sabendo que não são nulas as chances da criança apresentar resistências em relação a ele. O mais importante é garantir, em todo o processo, um espaço de conversa franca e acolhedora. Se a escola atual tem condições de ajudar neste processo de transição, melhor ainda. Escola e família, juntas, têm sua potência aumentada.

Mudanças sempre acontecem, fazem parte da vida. Quando amparadas, as crianças costumam se adaptar bem a elas, às vezes, surpreendentemente melhor do que os próprios adultos.

Algumas considerações sobre os filhos em meio à separação dos pais

Toda experiência de separação traz para as crianças, em maior ou menor grau, sentimentos que se intensificam quando os pais se separam:  ameaças, inseguranças, medos, angústias, ansiedade, culpa, entre outros. Isto porque diante da separação, brusca ou não, as crianças a vivenciam como uma desconexão física (espaço-temporal) e psíquica. Como consequência, podem adoecer, apresentar alterações no comportamento (por exemplo: dificuldades no sono, na alimentação, isolamento social, depressão, agressividade, para citar os mais comuns) e dificuldades escolares e de relacionamento. Muitas vezes, pela própria imaturidade e complexidade da situação, as crianças revelam dificuldade de compreensão e discernimento em relação a tudo que envolve a separação, principalmente pela desinformação, mensagens duplas ou omissão de fatos.

Ao mesmo tempo em que as crianças encontram-se diante de adversidades decorrentes do rompimento,  os adultos, mesmo em meio aos seus próprios conflitos, divergências e desgastes, têm uma carga extra para administrar: os filhos. Estes necessitam de suporte e amparo; precisam ser preparados, cuidados e acompanhados antes, durante e após a separação, para que possam viver este momento de maneira mais confortável.

Logo, algumas medidas devem ser tomadas. O casal, frente à decisão de se separar, precisa conversar primeiramente entre si, longe do(s) filho(s), e alinhar um discurso coerente e franco a ser apresentado a eles. Devem pensar juntos e tomar decisões comuns em relação à prole.  Caso não consigam, é interessante que haja um mediador que os ajudem estabelecer tais ações e, se preciso for, os auxiliem na comunicação.  O ideal (o que nem sempre é possível) é que o casal esteja presente nas conversas iniciais e, de forma antecipada, fale sobre as mudanças a serem enfrentadas, enfatizando que todas elas foram decididas dentro do que é melhor para todos da família.

Aliás, muitas conversas deverão acontecer entre pais e filhos, oferecendo a eles a possibilidade de expressar o que estão sentindo para poderem elaborar as perdas presentes – algo que exige um tempo de maturação. Ou seja,  a criança deve ser ouvida em suas dúvidas (este é um direito dela), que precisam ser prontamente esclarecidas. Vale ainda, acolhê-la em suas manifestações de tristeza, raiva e descontentamento, para que sinta que não está sozinha neste processo doloroso.  Muitas crianças – por defesa emocional – esquecem ou fingem não se lembrar da conversa tida anteriormente. Logo, pontuá-las, de vez em quando, sobre as decisões comunicadas anteriormente é válido. É importante, ainda, a criança ter, além das conversas, outros canais pelo qual expresse seus sentimentos – pinturas, desenhos e brincadeiras.

Devemos observar aqui que, algumas vezes, crianças podem ter necessidade de falar, chorar, questionar e manifestar suas ideias e sentimentos, a sós com um dos pais. Nestas situações, alguns cuidados devem ser tomados: não fazer da criança seu aliado e nem mesmo dividir com ela sentimentos e questões da vida do casal. É importante que ambos os pais sejam preservados (em seu afeto,  imagem e papel) para a criança, principalmente em relação ao amor que eles sentem por ela. O que se deve assegurar à criança é que seus pais não estarão mais juntos, mas ela não será separada deles afetivamente ou até fisicamente, dependendo da nova configuração familiar.

Crianças, diante das rupturas vividas, precisam de muita segurança. Por isso, sempre que possível, deve-se evitar outras mudanças concomitantes em sua vida, procurando manter seus objetos e círculos pessoais o mais intacto possível, assim como, garantir, ao máximo, sua rotina  e a manutenção dos espaços habituais, como por exemplo, casa dos parentes (avós, tios, etc.).

Estas medidas citadas acima garantem aos filhos a possibilidade de sua continuidade (de ser pertencente a uma família) e integridade física e emocional.  A responsabilidade enquanto pais e os vínculos afetivos construídos com a criança não devem ser rompidos. Filhos existem seja onde e com quem estiverem e continuam sendo filhos mesmo com a inserção de novos membros e laços familiares (madrasta/padrasto/meio-irmão).  As casas podem ser separadas, a rotina diferente, os encontros marcados ou a guarda compartilhada, mas, sempre constituindo família, cada qual a sua maneira.

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