Sorteio do livro “O reizinho mandão”

Em 2013 fizemos a resenha do livro “O reizinho mandão”, de Ruth Rocha, aqui no Ninguém cresce sozinho. Entre as resenhas, ela foi a campeã de leitura no ano. Para celebrar esse ocorrido, a Editora Salamandra disponibilizou para nossos leitores um exemplar do livro, que será sorteado através de promoção realizada pelo Facebook.

Para participar do sorteio é preciso clicar no link da promoção e em seguida clicar no botão verde “Quero Participar”.

O sorteio acontecerá dia 07/02/2014.

Boa sorte!

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Blogs maternos: um apoio real às mães

Desde 2009 acompanho blogs maternos. No início, eles não tinham o perfil mercadológico que muitos têm hoje. Não sei se porque a ferramenta era pouco utilizada ou conhecida, mas mães, e alguns pais, relatavam suas experiências e trocavam informações numa espécie de pracinha virtual. Quando havia venda de produto, este era produzido por quem escrevia.

Atualmente, vemos em muitos blogs um bombardeio publicitário dos mais diferentes produtos e serviços, inclusive de grandes empresas. Como toda relação existe pelo menos dois lados, entre blogueiros e anunciantes não poderia ser diferente.

Por alguns relatos, é possível dizer que existe um número de mulheres que abdicou do trabalho formal e da carreira que tinham antes de terem filhos para cuidar da própria cria. De casa, com os filhos e pensando neles, blogar sobre ser mãe e infância, talvez seja um bom jeito de estar ligadas a eles e ao mundo, de encontrar sentido para a nova experiência e ainda ganhar algum dinheiro. Equação bastante positiva para muitas famílias.

Do lado das empresas, estas sabem que nos Estados Unidos um em cada três blogueiros é mãe e 52% dos blogueiros são pais de filhos com menos de 18 anos. Ou seja, as empresas sabem onde encontrar os consumidores dos produtos destinados a gestantes, bebês, crianças e mulheres. A mesma pesquisa revela que as mães conectadas às mídias sociais (72,5% delas estão no Facebook, e 35% no Blogger e WordPress, de acordo com outra pesquisa também realizada pela Nielsen) não se envergonham em compartilhar seus conselhos e opiniões sobre produtos com os outros.

As estatísticas estão aí para mostrar que os publicitários acertaram em cheio: mulher, quando vira mãe, transforma-se numa vendedora que nem ela mesma sabia ser. Mãe vende o que ela acredita e o que funciona para ela, para o filho e para a nova família. Mãe vende o oposto do que a decepciona ou desilude o filho. Mãe vende sonhos e realidade porque não existe vida sem eles.

Qual mãe não tem uma receita infalível para criança que não come, não dorme, faz birra, tem dor de barriga? Qual mãe não faz uma lista do que deu certo e errado na maternidade e passa para as amigas que logo enfrentarão experiência semelhante? Qual mãe não abre mão de um objeto, um ritual ou uma palavra quando o assunto é um impasse com o filho? Ora, o que ela viveu é a verdade, a sua verdade. Ela se apropria deste saber como ninguém e por isso se vê autorizada a compartilhá-lo de maneira tão genuína e, por vezes, imperativa. Ela precisa dele para ocupar seu lugar de mãe capaz de cuidar da sua prole.

O saber de uma mãe cai feito luva em outra. Noutra, parece tormenta. O saber e a verdade das mães, falam de suas histórias pessoais, familiares, da relação com o filho, com o pai do filho, com sua família extensa e com o mundo. É por isso que nos blog maternos há opiniões tão contraditórias, mesmo que bem fundamentadas, sobre um mesmo tema. Os blogs maternos são lugares para estes encontros e desencontros. É lugar de acolhimento e puxão de orelha. Coisas de mãe… Coisas de iguais e de diferentes, tudo ao mesmo tempo.

Há quem desconfie um pouco desses blogs, achando que o que tem neles é algo próximo do exibicionismo da vida íntima. Sem dúvida, eles habitam no tênue limite entre a vida privada e a pública, assim como é a experiência de se fazer mãe a cada dia.

Mesmo que haja alguma forma de exibição, penso que ela tem um sentido singular para cada mãe que por aí escreve. Talvez ela acredite que sua experiência possa ser semelhante a de outras mulheres. Talvez ela precise ser vista por alguém para ser cuidada ou mesmo para sair da solidão. Talvez ela precise mostrar seu bebê ao mundo porque não consegue fazê-lo em seu meio. As razões podem ser inúmeras e todas têm importância única para cada mãe. O que a motiva escrever num blog (e ler tantos outros) pode ter razões que a própria razão desconhece.

As mudanças que a mulher vive com a maternidade são enormes e profundas, especialmente na gestação e no primeiro ano de vida do bebê. Para cuidar ela precisa ser  apoiada e sentir-se potencializada, o que nem sempre é possível em sua rede relacionamentos do mundo real.

Com os grupos familiares cada vez menores e espalhados em territórios diferentes, sem mãe, tia, avó, primas, vizinhas, mulheres de referência que anteriormente estavam por perto acolhendo, escutando e compartilhando a própria experiência com a maternidade, a mulher de hoje encontra nas redes virtuais a rede de apoio que tanto precisa. Suas angústias, dúvidas, temores e incertezas se deparam com palavras que a empoderam em tão nobre função. Isso faz com que os blogs maternos, mais do que detentores de saberes e verdades, cumpram com a função de rede de apoio real e de inserção de mulheres em grupos sociais que somente a maternidade as permite pertencer, ajudando-as, assim, a construir sua identidade materna. Quem é a mulher-mãe de hoje, os blogs estão aí para dizer!

As resenhas mais lidas em 2013 no NCS

Destacamos neste post as cinco resenhas de livros infantis mais lidas em 2013. São elas:

“O reizinho mandão”, livro de Ruth Rocha

Este clássico de Ruth Rocha conta a história de um rei que criava suas próprias leis e estabelecia a ordem social conforme sua vontade. O livro é uma excelente ferramenta para refletir sobre atitudes egoístas, prepotentes e arrogantes, assim como comportamentos birrentos e autoritários.

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“Lilás, uma menina diferente”, livro de Mary E. Whitcomb

A maneira como Lilás rompe com padrões comuns entre seus colegas de escola e lida com as diferenças é um convite à reflexão sobre o quanto somos incitados a adequar nosso comportamento a modelos preestabelecidos, quais valores têm prevalecido em nossa sociedade de consumo e, em meio a tudo isso, o quanto conviver com as diferenças pode ser uma experiência rica e interessante.

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“Como nasceu a alegria”, livro de Rubem Alves

Nessa estória, Rubem Alves aborda a dor “do ser diferente” e o olhar do outro sobre as diferenças, que revelam a maneira singular como cada um se coloca no mundo. Para o autor, o encontro com a alegria se dá quando somos capazes de nos posicionar na vida, cada qual com seu diferencial, aceitando nossas particularidades (qualidades, limitações, temperamentos, etc.).

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“De onde viemos?”, livro de Peter Mayle

Com linguagem simples, este best seller da educação sexual infantil apresenta os principais temas relacionados às dúvidas das crianças sobre a sexualidade: diferenças sexuais, relação sexual, fecundação, desenvolvimento intrauterino mês a mês, cordão umbilical e o nascimento.

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“Papai Mamãe e Eu: O desenvolvimento sexual da criança de zero a dez anos”, livro de Marta Suplicy

Dirigido a pais e educadores, este livro aborda o desenvolvimento e as manifestações da sexualidade do nascimento à puberdade, incluindo as angústias e situações embaraçosas e inquietantes vividas pelos adultos frente aos questionamentos e às experiências sexuais vividas pelas crianças.

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Os artigos mais lidos em 2013 no NCS

Conheça os cinco artigos mais lidos no Ninguém cresce sozinho em 2013. Temas relevantes, dúvidas frequentes e reflexões importantes sobre a primeira infância.

Artigos top 5 2013

Algumas questões que envolvem o banho do filho com os pais

Tomar banho com os filhos é uma atitude muito comum entre os pais, mas que gera bastante dúvida. Até que idade os pais podem tomar banho com os filhos? Pai ou padrasto pode tomar banho com a filha? Que tipo de questionamentos e incômodos o banho com os pais pode trazer à criança? Se um pai tem vergonha de ficar nu, ele deve usar sunga durante o banho com os filhos? Entre tantas perguntas, respondemos neste post algumas delas a partir das questões de um leitor.

Num mundo de processados, a criança não aprende o que é processo

Cada vez mais as crianças estão sendo eximidas da participação nos processos das coisas mais banais da vida, e isso acaba ecoando na maneira como as elas vivem e se relacionam. Suas necessidades e desejos costumam vir prontos. Quase tudo se torna descartável, e o tempo de maturação e espera tem diminuído consideravelmente. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre como crianças enfrentarão os desafios que a vida apresenta.

Alguns cuidados importantes no primeiro processo de adaptação da criança na escola

Mudanças e readaptações remetem ao novo e ao desconhecido, podendo suscitar sentimentos e comportamentos nem sempre fáceis de entender e lidar. Quando a escola torna-se uma novidade na vida da criança é preciso ajudá-la a enfrentar o novo desafio para que ela se sinta segura e confiante. Como enfrentar este novo desafio é o tema deste post.

Por que as crianças brigam?

Comunicação é um aprendizado que se afina conforme a maturidade física e, principalmente, emocional, das crianças. Por isso vemo-las morder, bater e brigar umas com as outras. Em meio a um turbilhão de emoções incompreendidas, brigar é uma das formas de expressão das crianças. Então, o que fazer diante das brigas infantis?  Deixar as crianças brigarem? Interceder? Por trás das brigas há sempre um “motivo” que precisa ser entendido e nomeado. Só assim conseguimos intervir, quando necessário, de forma construtiva.

Recicláveis – a riqueza de construir os próprios brinquedos

As possibilidades de criação com recicláveis são infinitas e a participação das crianças durante o processo de elaboração e construção de brinquedos é extremamente valiosa. Além de favorecer a aprendizagem e o desenvolvimento global da criança, esta se sente parte integrante do processo e agente transformador do meio em que vive.

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